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Qualificação de vendas e pré-venda: o guia para não errar mais

Incontestável: as etapa de qualificação de vendas e de pré-venda são uma das mais estratégicas de todo o processo comercial. Antes mesmo de um vendedor entrar em contato com o potencial cliente, existe um trabalho minucioso que precisa ser feito: a análise do lead. Essa fase é responsabilidade dos profissionais de pré-vendas, principalmente os SDRs (Sales Development Representatives) e serve como uma espécie de triagem.

Quando bem estruturada, a pré-venda filtra leads desinteressados ou fora do perfil, otimiza o tempo da equipe comercial e aumenta as taxas de conversão. Ou seja: não é só uma etapa intermediária, mas um verdadeiro pilar para escalar resultados.

 

O que acontece na etapa de qualificação dos leads e da pré-vendas?

Estas são as primeiras conexões entre o lead e a empresa de uma forma mais profunda. O foco principal não é vender, mas entender: compreender o cenário do lead, identificar se ele possui o perfil ideal e se está pronto para avançar no funil.

Durante essas fases, o time Comercial realiza:

1. Pesquisa e análise do lead:

Antes de entrar em contato, é fundamental entender quem é o lead. Qual o segmento da empresa? Qual cargo ocupa o contato? O site da empresa mostra alguma dor evidente? Usar ferramentas como LinkedIn, sites corporativos e plataformas de dados pode ajudar a montar esse diagnóstico inicial.

2. Contato inicial com foco em escuta ativa:

O primeiro contato geralmente é feito por telefone ou e-mail, e tem como objetivo abrir uma conversa que vá além de um script engessado. O SDR deve ouvir mais do que falar, buscando entender os desafios reais do lead.

3. Qualificação do lead por critérios objetivos:

Utilizando metodologias como BANT, GPCT ou SPIN Selling, o profissional de pré-venda identifica se há aderência ao produto ou serviço. A intenção é garantir que leads desqualificados não avancem para a próxima fase, evitando desperdício de tempo e esforço do time de vendas.

4. Preparação para o repasse ao vendedor:

Após a qualificação, o SDR deve registrar todas as informações no CRM e agendar a reunião com o vendedor, repassando um briefing completo e organizado sobre o lead.

 

Essa estrutura torna o processo comercial mais fluido, inteligente e previsível, algo fundamental especialmente em contextos de vendas complexas.

 

Quem são os profissionais envolvidos na pré-venda?

O SDR (Sales Development Representative) é o protagonista da etapa de pré-venda. Ele não realiza a venda propriamente dita, mas atua como um filtro e como ponte entre marketing e vendas. Entre suas funções estão:

  • Receber os leads vindos do marketing (inbound) ou prospectar ativamente (outbound);
  • Realizar o primeiro contato para entender se o lead tem perfil para avançar no funil;
  • Qualificar o lead com base em critérios predefinidos e alinhados ao time de vendas;
  • Agendar a reunião com o executivo de vendas (closer), caso a oportunidade seja quente;
  • Alimentar o CRM com todas as informações coletadas no processo.

 

Um bom SDR é estratégico, tem escuta ativa, faz perguntas inteligentes e sabe quando um lead deve ou não ser passado adiante.

O BDR ((Business Development Representative) muitas vezes atua na prospecção ativa, sendo o responsável por abrir novas oportunidades de negócio. Enquanto o SDR geralmente atua em leads que já demonstraram algum interesse, o BDR “caça” oportunidades no mercado, entrando em contato com potenciais clientes que ainda não conhecem a empresa.

Suas responsabilidades incluem:

  • Mapear o mercado e identificar empresas com fit para a solução oferecida;
  • Buscar os contatos certos dentro dessas empresas (tomadores de decisão);
  • Criar abordagens personalizadas e cadências de prospecção multicanal;
  • Levar oportunidades qualificadas para os SDRs ou diretamente para os closers.

 

Ambos os papéis são complementares e cruciais para uma pré-venda bem executada.

 

Quais informações devem ser levantadas na etapa de qualificação de leads e pré-venda?

Coletar dados relevantes na fase de pré-venda é o que garante que o vendedor entre em campo com vantagem. Um briefing bem feito economiza tempo, melhora a personalização da proposta e aumenta as chances de fechamento.

As principais informações que devem ser levantadas incluem:

  • Desafios e dores do lead: o que motivou esse contato? Qual problema ele deseja resolver? Como essa dor impacta o negócio dele no dia a dia?
  • Soluções já utilizadas: ele já utiliza algum concorrente ou sistema semelhante? Está insatisfeito com alguma funcionalidade? Quais são as suas frustrações?
  • Orçamento disponível ou faixa de investimento: saber se existe uma verba definida pode evitar negociações que não vão adiante por desalinhamento financeiro.

 

Três profissionais analisando gráficos de desempenho durante uma reunião estratégica de pré-vendas.

  • Perfil do decisor: quem toma a decisão de compra? Há mais de um influenciador envolvido? O contato atual tem poder de decisão ou é apenas um operador?
  • Nível de urgência: quando o lead pretende implementar a solução? Está avaliando agora ou pensando em algo para o próximo semestre?

 

Esses dados transformam o vendedor em um consultor preparado, em vez de um simples apresentador de produto.

 

A importância do CRM para a etapa de pré-vendas

Um dos maiores aliados do time de pré-vendas é o CRM. Sem ele, fica difícil manter o histórico de contatos, priorizar oportunidades ou entender em que estágio cada lead está. Mais do que uma ferramenta de registro, o CRM possibilita criar estratégias, e é a base da previsibilidade e escalabilidade em vendas.

Na prática, ele ajuda a:

  • Centralizar todas as informações dos leads, desde o primeiro contato;
  • Organizar o fluxo de cadência dos SDRs, evitando perda de follow-ups;
  • Compartilhar dados com vendedores de forma transparente e rápida;
  • Criar relatórios e dashboards que ajudam na análise de performance;
  • Identificar gargalos e oportunidades de melhoria no processo de qualificação.

 

Usar o CRM de forma disciplinada é o que separa times de alta performance de equipes desorganizadas.

 

Conclusão

A pré-venda é muito mais do que um “aquecimento” para o time de vendas. Ela é parte vital de uma operação comercial eficiente e deve ser tratada com o mesmo nível de importância, tanto em termos de estrutura quanto de acompanhamento de resultados.

Com profissionais bem treinados, processos claros e o uso inteligente de ferramentas como o CRM, é possível transformar a pré-venda em uma máquina de gerar oportunidades qualificadas. Isso se traduz diretamente em mais fechamentos, menos retrabalho e um pipeline comercial muito mais saudável.

Agora que você já sabe tudo sobre essa etapa, que tal revisar o processo comercial da sua empresa? Comece pela base: a pré-venda.

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